Trânsitos
Publicado por WDreamers · Texto alterado em 23/08/2026. Método e critérios editoriais
Trânsito é a comparação entre o céu de um momento e uma referência — normalmente um mapa natal. Os planetas continuam se movendo depois do nascimento; quando suas posições atuais formam aspectos com posições natais, a técnica registra essas relações.
O ponto natal permanece fixo. O planeta em trânsito se aproxima, aperfeiçoa o aspecto e depois se afasta. Planetas rápidos podem atravessar uma região em horas ou dias; os lentos podem permanecer dentro de um orbe por semanas ou meses, especialmente quando a retrogradação faz o mesmo grau ser tocado mais de uma vez.
O trânsito é uma camada temporal
Um trânsito não substitui o mapa natal. Ele acrescenta um estado do céu a uma estrutura já existente. Por isso, a mesma posição em trânsito pode ter pesos diferentes para pessoas diferentes: o ponto natal atingido, sua condição e sua importância no mapa de base não são iguais.
Também é necessário distinguir trânsito por aspecto de trânsito por casa. Quando um planeta atual entra numa casa natal, a técnica depende do sistema de casas usado. Já um aspecto entre um planeta em trânsito e um planeta natal depende das longitudes zodiacais; trocar apenas o sistema de casas não altera essa separação angular.
Aplicação e separação importam porque o trânsito é movimento, não fotografia. Em um primeiro contato, o planeta pode estar se aproximando do aspecto exato. Depois de uma estação retrógrada, pode voltar ao mesmo grau. Mais tarde, em movimento direto, pode produzir um terceiro contato. A sequência completa costuma explicar melhor o período do que uma única data isolada.
Na prática, programas também diferem em orbes, pontos incluídos e forma de listar contatos. Uma leitura técnica deve conseguir mostrar a posição natal, a posição em trânsito, o aspecto-alvo, o orbe e a direção do movimento.
Trânsito é frequentemente usado para estudar períodos e mudanças de contexto. Isso não transforma o aspecto em garantia de um acontecimento específico. A técnica descreve relações temporais dentro de um sistema astrológico; a interpretação do que elas podem significar exige o restante do mapa e o método da escola adotada.